Consórcios para comprar carros novos ou usados

Publicado em: 25/05/2010

O apelo da redução do IPI sobre os veículos foi grande.

Mas teve um monte de gente que não se deixou seduzir e preferiu apostar no bom e velho consórcio de automóveis, para garantir a compra do sue carro, ao invés de comprar a vista ou por leasing ou finanaciamento.

Carro novo ou usado. No primeiro trimestre de 201, justamente o último em que vigorou a isenção do imposto, o segmento de veículos leves e utilitários registrou um crescimento de 43,1% em novas cotas, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os participantes ativos já somam quase 1 milhão. Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac)."O consumidor está mais consciente do tipo de gasto que ele está fazendo", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac.

"O consórcio tem a grande vantagem de unir poupança programada e investimento para fazer o patrimônio", diz Paulo Roberto Rossi. Ele lembra que muitas pessoas começam a fazer depósitos em poupança prevendo a compra do carro e acabam parando, retirando o dinheiro para usar em outra coisa.

"O consórcio traz a disciplina", afirma. Rossi destaca que a modalidade não tem juros.

Em um consórcio pagam-se taxa de administração e fundo de reserva, em torno de 18% do valor do bem. O percentual é diluído ao longo das prestações. Se forem 50 cotas, serão 0,36% por mês. Em um financiamento convencional, os juros geralmente passam de 1% ao mês. Depois que entra em um grupo, o participante só pode ser contemplado por sorteio ou lance (oferta de uma parte do valor do bem).

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode fazer o pagamento à vista e negociar com o vendedor, conseguindo descontos."A pessoa fica com o poder de barganha. Pode comprar em uma concessionária ou de particular. Pode pegar o dinheiro e comprar dois usados ao invés de um novo", explica Rodolfo Nardo, gerente da filial Recife da Embracon, uma das maiores empresas do setor.

Ele lembra que, quanto menor o número de parcelas, menor será a taxa de administração cobrada. Nardo conta que a maior quantidade de cotas é vendida a clientes das classes A e B. A maioria tem carro. Mas está crescendo o número de jovens em busca do primeiro veículo e que podem esperar.

Mas os problemas podem acontecer. Especialmente com quem não se preocupa em conhecer a empresa que comercializa o consórcio. Paulo Roberto Rossi lembra que o Banco Central autoriza e fiscaliza as administradoras. Fazer um consórcio com uma empresa que não seja autorizada pelo BC, então, nem pensar. A lista das autorizadas está no site do BC. O cadastro também pode ser consultado na página da Abac.

"Antes de assinar o contrato, a pessoa deve ler com atenção, analisar, tirar todas as dúvidas. E nunca acreditar em promessas verbais do vendedor. Se ele garantir que você será sorteado no próximo mês, é mentira", reforça o presidente executivo da Abac.


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