Consórcio é opção para comprar carro

Publicado em: 07/06/2010

No primeiro trimestre de 2010, justamente o último em que vigorou a isenção do imposto, o segmento de veículos leves e utilitários registrou um crescimento de 43,1% em novas cotas, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Mesmo com a redução do IPI muitos compradores preferiram optar pelo consórcio, ao invés de comprar à vista. Em geral neta modalidade de comprar, a pessoa não precisa do bem com tanta urgência. Assim, através do consórcio de automóveis, livram-se dos juros do financiamento e tem maior poder na hora da compra.

Os participantes ativos já somam quase 1 milhão. Os dados são da Associação
Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). "O consumidor está ficando mais consciente do tipo de gasto que ele está fazendo. O consórcio tem a grande vantagem de unir poupança programada e investimento para fazer o patrimônio", diz Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac.

Ele lembra que muitas pessoas começam a fazer depósitos em poupança prevendo a compra do carro e acabam parando, retirando o dinheiro para usar em outra coisa. E terminam em financiamentos. "O consórcio traz a disciplina", Rossi destaca que a modalidade não tem juros.

Em um consórcio pagam-se taxa de administração e fundo de reserva, em torno de 18% do valor do bem. O percentual é diluído ao longo das prestações. Se forem 50
cotas, serão 0,36% por mês. Em um financiamento convencional, os juros geralmente passam de 1% ao mês. Depois que entra em um grupo, o participante só pode ser contemplado por sorteio ou lance (oferta de uma parte do valor do bem).

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode fazer o pagamento à vista e
negociar com o vendedor, conseguindo descontos. "A pessoa fica com o poder de barganha. Pode comprar em uma concessionária ou de particular. Pode pegar o dinheiro e comprar dois usados ao invés de um novo", explica Rodolfo Nardo, gerente de uma filial da Embracon, uma das maiores empresas do setor.

Ele lembra que, quanto menor o número de parcelas, menor será a taxa de administração cobrada. Nardo conta que a maior quantidade de cotas é vendida a clientes das classes A e B. A maioria tem carro. Mas está crescendo o número de jovens em busca do primeiro veículo e que podem esperar. Ter a consciência de que, se não tiver sorte terá que optar pelo lance. Essa é a desvantagem. "Se não dá para esperar, se a pessoa precisa do carro para amanhã, o consórcio pode não ser a melhor opção", alerta Rodolfo Nardo.

Ricardo Evangelista de Lima, 53 anos, está de carro novo há dois meses. Nem tão novo
assim. Ele usou a carta de crédito de R$ 17 mil, completou o restante com "um dinheiro
que tinha" e comprou um Gol modelo 2009. Ricardo trabalha com vendas e usa o veículo
para trabalhar. "Eu poderia ter comprado um carro zero. Mas o usado atendia minhas necessidades", conta o vendedor, um veterano de consórcio.

Ele já comprou outros carros pela mesma modalidade. "É mais fácil, mais barato do que o financiamento. Nunca tive problemas".


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