Alta dos juros nos financiamentos

Publicado em: 28/12/2010

Com taxas menores e parcelas mensais mais atrativas, o consórcio de veículos pode ser mais vantajoso diante das medidas para frear o crédito anunciadas pelo Banco Central. Isso porque a redução de crédito afetará diretamente o financiamento sem entrada e a longo prazo --o principal concorrente dos consórcios.

A Abac (associação das administradoras de consórcio) calcula que o crescimento do setor fique entre 7% e 10% em 2011. O cálculo considera a disposição dos bancos em aumentar as taxas de juros e as entradas para os financiamentos a longo prazo.

Nesse cenário, o consórcio oferece um custo menor. A operação possui uma taxa de administração que fica, em média, em 0,25% ao mês --inferior, portanto, aos juros do financiamento de carro que estão em 2% ao mês.

É no resultado final que o consumidor vê a maior diferença. Em uma pesquisa de mercado, no financiamento de veículos de R$35 mil, por exemplo, o cliente vai pagar quase R$60 mil ao final de 60 meses (cinco anos). Já em um consórcio de 60 parcelas, o mesmo veículo tem um custo final de aproximadamente R$43 mil, uma diferença de R$17 mil.

 


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